O que é Latência, Jitter, Bandwith e Speed da Interface ?

Sim, eu sei que esses termos técnicos de redes são foda, chato pra um caralho de entender, por isso, vou falar uma analogia para que possa entender melhor.  Imagine que você se mudou para Rio de Janeiro, mora de aluguel e ganha 5.000 reais por mês, sua família é do estado do Pará, ou seja, nenhum parente próximo.  Pesquisando no linkedin, aparece uma oportunidade de emprego em SP, pagando 15.000, com o mesmo perfil que eu trabalho atualmente, eu penso: (Why Not?)  “Todos queremos mais dinheiro!  Só que a entrevista é presencial na segunda, a passagem de avião custa 400 e a de ônibus 90. Claro que vamos de ônibus, compra um lanche, água e uma noite no ônibus não mata ninguém.  Viagem marcada para sair às 21:30 do Rio já começa atrasada por 30 minutos, após ter saído, peguei um engarrafamento da porra e, pra piorar, o pneu fura de madrugada no meio do nada.  O tempo médio da viagem é de 7 horas se o ônibus estiver na velocidade média de 80 KM/H. A velocidade permitida da rodovia é de 120 KM/H da rodovia. Porém, com todos esses imprevistos,  a média de velocidade  dele foi de 65 KM/H e a viagem durou 10 horas, no final tive 3 Horas de atraso.  A minha sorte é que a entrevista foi a tarde e, apesar dos atrasados, consegui chegar no destino.  Agora imagina que a Latência é o tempo médio da viagem 7 horas.  O Jitter é a variação, os imprevistos que ocorreram durante toda a viagem.  A Largura de Banda(Bandwith) “120 KM/H” é a velocidade máxima permitida na rodovia O Speed “65 KM/H ” é a velocidade real da taxa de transferência Latência Tempo total que um pacote leva para sair de um ponto (origem) e chegar a outro (destino), incluindo processamento e transmissão.  Medida: Em milissegundos (ms).  Impacto: Afeta a sensação de “atraso” em comunicações em tempo real (ex: chamadas VoIP, jogos online).  O que pode causar Latência? Atrasos de propagação (distância física).  Processamento em roteadores/switches.  Serialização (tempo para colocar dados no meio físico) Congestionamento na rede.  Exemplo: Em uma videochamada, alta latência faz com que o áudio e o vídeo fiquem fora de sincronia.  Jitter Variação na latência entre pacotes consecutivos. Ou seja, se os pacotes não chegarem em intervalos uniformes, há jitter. Medida: Também em milissegundos (ms) – calculado como o desvio padrão da latência.  Impacto: Causa inconsistência na reprodução de fluxos contínuos (ex: áudio cortado, vídeo travando).  O que pode causar Jitter? Congestionamento dinâmico na rede.  Roteamento assimétrico (pacotes seguem caminhos diferentes).  Interferência em redes sem fio (Wi-Fi).  Exemplo: Em uma chamada VoIP, o jitter faz com que a voz do interlocutor pareça “tremer” ou sumir por instantes.  Para fixar o conteúdio   Conceito O que mede? Impacto Solução comum Latência Tempo total de ida e volta. Atraso perceptível (ex: lag em jogos). Otimizar rotas, usar CDNs. Jitter Variação na latência. Áudio/vídeo irregular. Buffers, QoS (priorização de tráfego). Exemplo Prático Latência alta: Você fala, e a resposta demora 500ms (percebe-se um “delay”). Jitter alto: Os pacotes de áudio chegam em intervalos irregulares (0ms, 100ms, 50ms), causando cortes. Largura de banda(bandwith) É a capacidade máxima de transferência de dados que uma interface ou link pode suportar, geralmente expressa em Mbps ou Gbps. Pense como: A velocidade de uma estrada — quanto maior, mais carros (dados) podem passar ao mesmo tempo. Exemplo: Uma interface de 1 Gbps tem uma largura de banda máxima teórica de 1000 Mbps. Speed (velocidade) A velocidade efetiva com que os dados estão sendo transferidos em um determinado momento. Pense como: A velocidade com que os carros estão andando nessa estrada. Pode ser limitada por: Congestionamento, desempenho do dispositivo, perda de pacotes, latência, etc. Exemplo: Mesmo em uma interface de 1 Gbps, você pode estar transferindo dados a apenas 100 Mbps por causa da limitação da origem/destino. Conceito Bandwidth Speed (Throughput) O que mede? Capacidade máxima da interface Velocidade real de dados Unidade Mbps / Gbps Mbps / Gbps É constante? Sim (fixa na interface) Não (varia com uso e condições) Exemplo “Porta suporta até 1 Gbps” “Atualmente está a 120 Mbps” Conclusão Jitter é uma consequência da latência variável. Reduizr a latência geralmente diminui o jitter, mas nem sempre (depende da estabilidade da rede). Bandwidth é o potencial máximo da interface Speed é o desempenho real, que pode ser menor devido a diversos fatores. Whatsapp X-twitter Youtube Instagram Linkedin Telegram

Diferença entre Roteamento Estático e Dinâmico

Diferença entre Roteamento estático e dinâmico. Salve Salve rapaziada, passei um mês sumido, mas hoje deixei a porra da preguiça de lado e vim escrever. O papo de hoje é sobre roteamento estático e dinâmico, antes de te explicar tecnicamente irei fazer uma analogia para que você possa entender. Se você trabalha, ou pretende trabalhar, no ramo de tecnologia, esse tópico vai ser útil pra você. E no dia que isso aparecer no teu colo tu vais lembrar de mim. Imagine que você está planejando uma viagem de carro de São Paulo para o Rio.  Porra Glauco, por que de carro? “O preço das passagens aumentou, a inflação disparou após o covid veio rasgando no mundo inteiro”. Então você segue exatamente aquele planejamento, sem mudanças no percurso,anotando todas as ruas e estradas que você vai seguir até chegar ao seu destino , mesmo se houver trânsito. Isso é um exemplo de roteamento estático. O roteamento estático é necessário você realizar essa configuração manualmente no seu equipamento, pode ser feita em diversos dispositivos: (computador, switch, roteador, Firewall). Por outro lado,você decide viajar com o GPS.Ele monitora o trânsito, verifica se há bloqueios ou congestionamentos, e ajusta o caminho conforme necessário para garantir que você chegue ao seu destino da forma mais rápida e eficiente possível.  O roteamento dinâmico é um exemplo de como funciona um roteamento dinâmico. Acho que deu pra entender né? Não?! Levanta, toma uma água, e lê essa porra de novo. Não irei exibir a configuração de nenhum fabricante, mas a forma como é configurada é padrão em todos os fabricantes. Exemplo: 10.10.10.0 255.255.255.0 192.168.10.254 Onde o 10.10.10.0 é a rede que você deseja alcançar. O 255.255.255.0 é a máscara dessa rede E o 192.168.10.254 é o IP do gateway que conhece essa rede. Bem tranquilo e bem suave, não tem como errar. Agora vamos focar no roteamento dinâmico. No roteamento dinâmico existe um algoritmo que irá realizar o melhor cálculo para chegar até o destino. Assim,  os roteadores aprendem e atualizam as rotas de forma autônoma Eles são essenciais em redes maiores e mais complexas, onde as condições mudam com frequência. Existem três tipos principais de protocolos de roteamento dinâmico: Protocolos de Vetor de Distância: Os roteadores trocam informações sobre a distância (em número de saltos ou “hops”) para cada destino e escolhem a rota com o menor número de saltos. Exemplo: RIP (Routing Information Protocol). Protocolos de Estado de Enlace (Link State): Os roteadores trocam informações sobre o estado dos links (se estão ativos ou não) e criam um “mapa” completo da rede. A partir desse mapa, cada roteador calcula a melhor rota. Exemplo: OSPF (Open Shortest Path First). Protocolos Híbridos: Combinam características dos dois tipos anteriores, buscando um equilíbrio entre a simplicidade dos protocolos de vetor de distância e a eficiência dos protocolos de estado de enlace. Exemplo: EIGRP (Enhanced Interior Gateway Routing Protocol). Além disso, tem outra divisão muito importante. São os protocolos de roteamento IGP e EGP. Essa diferença é definida no âmbito e ao objetivo de cada tipo de protocolo no roteamento de redes. IGP (Interior Gateway Protocol): É utilizado para roteamento dentro de um único sistema autônomo (AS – Autonomous System). Um sistema autônomo é uma rede ou grupo de redes sob uma administração comum, que compartilham a mesma política de roteamento Seu foco é encontrar a melhor rota dentro de uma rede interna, usando métricas específicas, como latência, largura de banda ou número de saltos (hops). Protocolos IGP são usados para garantir eficiência e redundância no tráfego de uma única rede. Exemplos de uso: roteamento interno em empresas, organizações, provedores de internet ou data centers. EGP (Exterior Gateway Protocol): É utilizado para roteamento entre sistemas autônomos diferentes. Serve para trocar informações de roteamento entre grandes redes (ASs) independentes, como entre diferentes provedores de internet. Seu objetivo é compartilhar rotas entre redes externas e garantir que os dados possam ser entregues corretamente entre diferentes sistemas autônomos, mesmo com políticas de roteamento diferentes entre os ASs. A internet é baseada em protocolos EGP para garantir que pacotes possam viajar por diferentes redes ao redor do mundo. Exemplo de uso: roteamento na Internet, onde diferentes ASs precisam se comunicar. Então rapazeda, espero que vocês tenham entendido o artigo. Tamo Junto e é só o começo.

Diferença entre RIB e FIB

Salve salve galera.  Vamos para mais uma publicação. O papo de hoje é RIB e FIB. Antes de explicar tecnicamente eu vou te dar um exemplo imagina que você mora numa cidade chamada Vila Velha e você pretende viajar até o Rio de Janeiro. Temos vários caminhos até o destino, podemos ir de ônibus, carro particular, barco, avião. Então você decide viajar de carro particular. Mas antes de viajar precisamos do mapa , nele você vai saber a rua onde você está e quais ruas e avenidas para chegar até o destino. Agora que você entendeu a ideia,  imagina que a RIB é o MAPA, onde vai te mostrar o caminho total para chegar até o destino. E a FIB é a rua onde você está, mostra os seus vizinhos que estão diretamente conectados a você. Agora sim, falando tecnicamente RIB (Router Information Base) A RIB (Router Information BASE) É a CONTROL PLANE dentro de um router ou SWITCH Ela armazena todas as rotas conhecidas por esse dispositivo. Contém as entradas da tabela de encaminhamento obtidas através de vários protocolos de encaminhamento (como OSPF, BGP, RIP) e rotas estáticas. Responsável por fazer o ARP e montar a FIB FIB (Router Information Base) A FIB (FORWARD INFORMATION BASE) Esta é estrutura dataplane do router ou switch para determinar rapidamente para onde enviar os pacotes. Contém as informações necessárias para encaminhar os pacotes com base no endereço IP de destino. A FIB só é criada após o processamento da RIB

O que é um Protocolo?

Fala rapazeada, na publicação de hoje irei te explicar o que é um protocolo “no ramo de tecnologia” Antes de começar a explicação técnica, vou te dar um exemplo bom que você vai entender na hora. Imagina que você pegando uma praia em um domingo de sol e um americano te pergunta “ Do you speak english?” e você responde,”yes, i do”.  Percebemos que houve uma comunicação entre você e o americano Duas horas depois um alemão pergunta “Hallo, sprichst du Deutsch?” e você do responde “sorry, i dont understend, i speak english and portuguese, do you speak english or portuguese?” Perceberam que houve uma falha na comunicação verbal entre você o e alemão.No ramo computacional é a mesma coisa, o protocolo serve para fazer a comunicação entre dois equipamentos. A necessidade de ter um protocolo foi detectada no início dos anos 60, quando eles criaram a RFC. As grandes empresas do mundo na época (IBM, AT&T, Xerox, HP, e outras) buscaram formas de fazer os seus equipamentos comunicarem com os de outros fabricantes. Ex: No início da era computacional os equipamentos da IBM não se comunicaram com outro fabricante, era arquitetura fechada Com a criação dos protocolos e a padronização pelas RFC o mercado tecnológico aqueceu de forma exponencial, nos anos 80 surgiu a interface gráfica e os computadores pessoais, e o resto é história. Todos os equipamentos que utilizam algum computador ou internet utilizam Protocolos diariamente. Abaixo segue uma lista de alguns protocolos: Exemplos de Protocolos de Rede IP (Internet Protocol): Protocolo fundamental que define endereços IP e roteamento de pacotes. TCP (Transmission Control Protocol): Protocolo de transporte que fornece comunicação confiável e orientada a conexão. UDP (User Datagram Protocol): Protocolo de transporte que oferece comunicação não orientada a conexão, útil para transmissões rápidas, mas menos confiáveis. HTTP (Hypertext Transfer Protocol): Protocolo usado para transferir páginas web e dados na internet. FTP (File Transfer Protocol): Protocolo para transferência de arquivos entre computadores. Aspectos Importantes dos Protocolos Aqui estão alguns aspectos importantes dos protocolos de rede: Endereçamento e Identificação: Os protocolos de rede definem como os dispositivos na rede são identificados de forma única. Por exemplo, o Protocolo de Internet (IP) usa endereços IP para identificar dispositivos na rede. Encapsulamento de Dados: Os protocolos definem como os dados são encapsulados em pacotes ou frames para transmissão. Isso inclui adicionar informações de controle, como endereços de origem e destino, ao cabeçalho dos pacotes. Controle de Fluxo e Confiabilidade: Alguns protocolos de rede incluem mecanismos para garantir que os dados sejam entregues de forma confiável e na ordem correta. O Transmission Control Protocol (TCP), por exemplo, inclui controles de fluxo, retransmissão de pacotes perdidos e verificação de erros. Estabelecimento e Encerramento de Conexões: Protocolos como o TCP definem processos para estabelecer, manter e encerrar conexões entre dispositivos. Isso garante que a comunicação seja iniciada e encerrada corretamente. Segurança: Protocolos de rede podem incluir medidas de segurança para proteger os dados durante a transmissão. O protocolo HTTPS, por exemplo, utiliza criptografia para proteger a comunicação na web. Interoperabilidade: Protocolos de rede são padronizados para garantir que dispositivos de diferentes fabricantes e sistemas operacionais possam se comunicar sem problemas. Organizações como a Internet Engineering Task Force (IETF) e a International Organization for Standardization (ISO) trabalham na padronização desses protocolos.

O que é o Túnel GRE?

Fala rapazeada, se você está buscando evoluir profissionalmente, então você ta no site certo. Na publicação de hoje iremos explicar o que é o túnnel GRE, suas vantagens. Generic Routing Encapsulation (GRE) é um dos mecanismos de tunelamento disponíveis que usa o IP como protocolo de transporte e pode ser usado para transportar muitos protocolos de passageiros diferentes. O tunelamento fornece um mecanismo para transportar pacotes de um protocolo dentro de outro protocolo. O protocolo que é transportado é chamado de protocolo de passageiro, e o protocolo que é usado para transportar o protocolo de passageiro é chamado de protocolo de transporte. Os túneis comportam-se como ligações virtuais ponto-a-ponto que têm dois pontos finais identificados pelos endereços de origem e de destino do túnel. Endereços de origem e de destino do túnel em cada ponto final Pontos Importantes Sobrecarga: Como o GRE é um protocolo de encapsulamento, é uma prática recomendada ajustar a unidade máxima de transferência (mtu) para 1400 bytes e o tamanho máximo do segmento (mss) para 1360 bytes. Uma configuração de 1400 é uma prática comum e garantirá que a fragmentação desnecessária de pacotes fragmentação desnecessária de pacotes seja reduzida ao mínimo. Segurança: Nativamente, o GRE não fornece qualquer tipo de encriptação. Exemplo de Configuração

Aprenda de uma vez Underlay e Overlay

Fala rapazeada, na publicação de hoje irei explicar os conceitos de OVERLAY e UNDERLAY no ramo de tecnologia, especificamente, em redes de computadores. Antes de explicar os conceitos técnicos, olha essa imagem  Perceberam que o OVERLAY é o pano em cima da mesa e o UNDERLAY é a mesa   UNDERLAY É a infraestrutura física e lógica subjacente que suporta a rede. Isso inclui cabos, switches, roteadores, protocolos e outras tecnologias de hardware que formam a base da comunicação de rede. UNDERLAY  pode ser uma rede de Camada 2 ou de Camada 3. Um exemplo típico de UNDERLAY de Camada 2 é uma rede Ethernet, na qual são criadas VLANs. A Internet é uma rede subjacente típica da camada 3. O protocolo Open Shortest Path First (OSPF) ou Intermediate System to Intermediate System (IS-IS) é utilizado para controlo de rotas dentro de um sistema autónomo (AS), enquanto o Border Gateway Protocol (BGP) é utilizado para transferência de rotas e interligação entre AS diferentes. Conforme a evolução tecnológica,  as redes UNDERLAY ambém ser construídas utilizando Multiprotocol Label Switching (MPLS), que é uma protocolo de rede de área alargada (WAN) que funciona entre as camadas 2 e 3. OVERLAY É uma rede virtual construída sobre a infraestrutura de underlay. As tecnologias de overlay, como VPNs (Virtual Private Networks) e SDN (Software-Defined Networking), permitem a criação de redes lógicas independentes da topologia física subjacente. Os túneis são estabelecidos entre dispositivos de rede UNDERLAY interligados. Ao enviar um pacote de dados, um dispositivo acrescenta um novo cabeçalho IP e um cabeçalho de túnel ao pacote de dados e protege o cabeçalho IP interno.  Vantagens Overlay Flexibilidade. A sobreposição proporciona uma abordagem de rede mais flexível, removendo as restrições codificadas de uma rede física, o que permite a configuração ligada à utilização ou função. Gerenciamento. As sobreposições oferecem uma melhor gestão do acesso, segmentando e unindo dispositivos de forma lógica, em vez de gerir estes componentes fisicamente. Segurança. As redes sobrepostas melhoram a segurança, segmentando o tráfego e restringindo o acesso por grupos, indivíduos ou dispositivos. No caso de um comprometimento da rede – ao usar SDN como uma sobreposição – o tráfego de um invasor pode ser detectado e interrompido mais facilmente. Redundância e eficiência. Com uma sobreposição, o tráfego tem mais facilidade em mudar de rota com base na saturação do tráfego ou nas interrupções da rede.

O que é VRF?

Fala rapazeada, no post de hoje irei te explicar o que é VRF. VRF (Virtual Router Forwarding) É uma técnica de virtualização de redes  utilizada em ambientes que precisam separar tabelas de roteamento em um único dispositivo. Ela cria múltiplas redes virtuais em um único roteador, separando as suas tabelas de roteamento. A VRF-lite utiliza interfaces de entrada para distinguir rotas para diferentes VPNs e forma tabelas virtuais de encaminhamento de pacotes, associando uma ou mais interfaces de camada 3 a cada VRF. As interfaces numa VRF podem ser físicas, como portas Ethernet, ou lógicas, como SVIs de VLAN, mas uma interface de Camada 3 não pode pertencer a mais do que uma VRF em qualquer altura.     3 Componentes Importantes em uma VRF 1 – Base de Informações de Roteamento (RIB) 2 – Base de Informações de Encaminhamento (FIB) 3 – Instância ou processo separado para o protocolo de roteamento usado em questão, conforme a VRF Utilziada. Vantagens de usar VRF Segmentação de Tráfego No ISP, podemos fazer customizações para cada cliente, sem haver impacto nos outros. Se dois clientes usarem o mesmo espaço de endereço e for necessário evitar a sobreposição (overlapping) Eleva no nível de segurança, podendo separar o tráfego Interno e DMZ. Router Distinguisher Casa service provide pode possuit vários clientes, dos quais podem conter as mesmas redes privadas em seus ambientes (RFC1918), por isso, publicar via BGP pode causar sérios problemas na operadora. Para evitá-los é necessário incluir o parâmetro router distinguiser (RD 111:111)   Com isso, o BGP ao receber as rotas com a mesma ID de rede de diferentes AS (autonomo system) o mesmo irá aplicar RD como identificar único para cada VRF Router Target É um atributo usado para controlar a importação e exportação de rotas entre diferentes VRFs. Ele desempenha um papel crucial na configuração e manutenção de redes virtuais separadas dentro de um mesmo dispositivo físico. Funções do Route Target: 1 – Identificação de Rotas: O route target é um identificador que ajuda a definir quais rotas pertencem a quais VRFs. Ele garante que as rotas específicas sejam reconhecidas e manipuladas de acordo com as regras da VRF à qual pertencem. 2 – Importação Exportação de Rotas: Route Target Export (RT Export): Este é um atributo anexado às rotas quando elas são exportadas de uma VRF. Ele marca as rotas com um identificador que outras VRFs podem usar para importar essas rotas. Route Target Import (RT Import): Este atributo especifica quais route targets uma VRF deve importar. Quando uma VRF importa rotas, ela verifica se o route target das rotas exportadas corresponde ao seu RT Import. 3 – Isolamento e compartilhamento de Rotas: Usando route targets, é possível controlar o isolamento e o compartilhamento de rotas entre diferentes VRFs. Por exemplo, você pode configurar uma VRF para importar rotas de várias outras VRFs, permitindo a comunicação entre essas VRFs conforme necessário Os RT(route targets) são fundamentais para o funcionamento eficaz e flexível de VRFs, permitindo uma segmentação e isolamento adequados das redes enquanto ainda possibilitam a comunicação controlada onde necessário.

O que é uma Interface Loopbackp?

Antes de explicar tecnicamente, gosto de fazer uma analogia de uma situação real que já passamos para entender melhor. Imagine você na beira de um fogão, é isso mesmo que você tá pensando, um fogão simples, desses de 4 bocas e um forno. Se uma das 4 bocas parar, você ainda tem 3 bocas para fritar o ovo, se parar duas, ainda terá duas, caso para 3, terá uma e se, para as 4, aí sim você tá lascado! Agora trazendo pro ramo da computação, se você tem um equipamento com mais de uma forma de  comunicação (placa de rede ethernet, Wifi,Bluetooth), você pode criar uma interface loopback! ta blz Glauco, explica aí o que é essa tal interface loopback!? Uma interface loopback é uma interface de rede virtual em um dispositivo de computação. Em sistemas operacionais, como o Linux, Windows e outros, a interface loopback é geralmente representada pelo endereço IP 127.0.0.1. Esse endereço IP é conhecido como o endereço de loopback ou localhost. A principal finalidade da interface loopback é permitir a comunicação do dispositivo consigo mesmo. Quando um programa ou serviço em um dispositivo envia dados para a interface loopback, esses dados são roteados internamente sem passar por uma rede física. Isso é útil para testar a conectividade de rede local, diagnosticar problemas de rede ou desenvolver e testar software sem depender de uma rede real. A interface loopback é frequentemente usada para verificar se a pilha de protocolos TCP/IP está funcionando corretamente em um dispositivo. Pode ser acessada por aplicativos e serviços locais como se estivessem se comunicando com outros dispositivos em uma rede, mas, na realidade, estão apenas se comunicando consigo mesmos através da interface loopback. Em resumo, a interface loopback é uma ferramenta útil para testar e diagnosticar a conectividade de rede em um dispositivo, especialmente durante o desenvolvimento e a depuração de software.